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Igualdade. O primeiro
duelo entre Atlético e Cruzeiro pela decisão do Campeonato Mineiro ficou no
empate sem gols na Arena Independência. A partida foi marcada por muita entrega
por ambas equipes, mas com os ataques sem levar êxito. Quem sai ganhando foi o
time celeste, que será campeão se repetir o mesmo resultado no próximo domingo,
com mando azul, no Mineirão. Como os atletas da toca fizeram uma campanha
melhor na fase de classificação e jogam por dois resultados iguais. Ao Galo só
resta o triunfo para se consagrar tri campeão.
O clássico teve muitas
emoções, mesmo sem gols, com os dois goleiros trabalhando, em particular o
goleiro Fábio. Empurrando pelo torcida, o time de Paulo Autuori foi melhor e
criou várias chances, mas não consegui balançar as redes da equipe cruzeirense.
O time de Marcelo Oliveira, até procurou jogar nos contra-ataques, conseguiu ao
menos o empate.
O Galo começou melhor. Bem
melhor. Foi mais agudo, soube usar melhor os lados, esteve mais vivo, mais
presente. Mas faltou encaixar uma jogada que assustasse o Cruzeiro. Chute de
Guilherme foi bem defendido por Fábio aos 17 minutos, mas a maior oportunidade
atleticana surgiu depois, aos 28, quando Marion recebeu livre na área e perdeu
gol feito. Ele tentou tocar por cima do goleiro rival, só que errou feio: deu
um chute insignificante na bola.
E o Atlético quase pagou
caro por isso. A partir desse lance, o Cruzeiro cresceu na parada. Willian
esteve em vias de marcar. Tabelou bonito com Júlio Baptista e buscou o canto do
gol defendido por Victor, mas errou por centímetros. A bola morreu no lado externo
da rede. Depois, foi à vez de Ricardo Goulart desperdiçar um gol. Ele pegou a
sobra de dividida pelo alto entre Júlio Baptista e Victor e mandou para fora.
Diego Tardelli, de lances
brilhantes no primeiro tempo, viu o outro lado de sua própria moeda no período
final. Perdeu um dos gols mais feitos de sua longa carreira. Foi em grande
jogada de Marion, que invadiu a área pela esquerda e acionou o colega. O camisa
9, livre, de frente para o gol, pegou de canela na bola. E ela saiu.
Mas foi do Atlético a
chance mais clara do clássico, aos 18. Jô ajeitou de cabeça para Marion, que
ganhou de Ceará, invadiu a área e cruzou para Tardelli, que tocou para fora,
livre de marcação. O atacante lamentou a oportunidade incrível desperdiçada,
parecendo não acreditar no erro de conclusão. A torcida, no entanto, deu um
voto de confiança e gritou o nome do ídolo.
Os treinadores trocaram
algumas peças: Marcelo Oliveira apostou em um homem de área, Marcelo Moreno, na
vaga de Júlio Baptista. E Nilton substituiu Ricardo Goulart. Do lado
atleticano, Paulo Autuori, com opções reduzidas, tirou Marion para a entrada de
um atacante de ofício, o jovem Carlos. E o jogo ganhou emoção na reta final,
com Fábio trabalhando duas vezes, em conclusões de Alex Silva e Guilherme. Os
ânimos se exaltaram depois de lance entre Marcos Rocha e Moreno, mas o
princípio de tumulto foi controlado e o clássico chegou ao fim, com a certeza
de mais emoções reservadas aos torcedores no confronto decisivo do próximo
domingo.
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